De verde
De verde pintou Deus a natureza
Aqui, ali, acolá colocou a beleza da cor verde
Em tons mais ou menos escuros,
Em maior ou menor quantidade mas o verde lá está onde houver um pouco de natureza
Olho a janela desta sala mesmo a minha frente
E lá mesmo em frente uma árvore com as suas belas folhas verdes
Parece que ela me chama com tanta intensidade
Só me apetec fugir, saltar e abraçá-la e tocá-la
Sentir-me livre e ser feliz
De verde se pinta aqui ou ali um bocadinho de relva,
Um pequeno jardim, um pequeno espaço verde, algumas folhas numa simples árvore
E eu só me apetece correr por aí, abraçar a árvore,
deitar-me no jardim, sentir o ar puro da natureza
De igual modo e de modo tão coincidente pintou Deus os olhos de um ser selvagem
Como se adivinhasse que de algo pertencente à natureza fosse,
E lhe deu este tom mágico, puro e fixante
Como que querendo que de algo selvagem se tornasse
E que eu corresse para lá e o quisesse abraçar
E me sentisse livre e despreocupado
e me livrasse dos problemas e de tantos trabalhos
e me tornasse em algo puro.
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O verde pode ser a cor da natureza, mas o vermelho é a do coração, sem ele n existe vida humana. Deus fez um equilibrio em tudo até no futebol, meteu os verdes e os vermelhos na segunda circular. A cor verde dá-nos liberdade, sentimo-nos livres. “Sentir-me livre e ser feliz”…